sábado, 15 de agosto de 2009

Como conviver com os enteados?

Confesso que mesmo tendo me casado "algumas" vezes, é a primeira vez que lido com enteados, antes quem tinha que lidar com eles era o marido. Percebi que enteado além de ser criado por outra pessoa ainda nos vê com maus olhos, muitas vezes instigado pela mãe, e acaba nos tratando como "a madrasta má que desfez nossa família".

Acho quase impossível haver um relacionamento bom entre madrasta / enteados ou padrasto / enteados se a ex-esposa (que normalmente fica com os filhos) fizer campanha contra. Parece que ela acha que além de roubar-lhe o marido queremos também ficar com seus filhos.

Tudo não passa de uma fantasia mal resolvida, ninguém toma ninguém de ninguém e normalmente as pessoas só estão prontas para um novo relacionamento quando o anterior já está completamente esvaziado de emoções, restando apenas as brigas e acusações mútuas.

Em vez de tentar ver onde errou, o que deu errado na relação e partir renovada para tentar ser feliz com uma bagagem emocional maior, a ex-mulher que tenta jogar a culpa do fracasso de seu casamento na esposa atual do marido está apenas inventando um bode espiatório. Em vez de encarar o que realmente deu errado ou não funcionava na relação anterior - para tentar não errar da mesma forma na próxima - ela contenta-se em fazer-se de coitada enquanto tenta jogar os filhos contra a atual mulher e até contra o ex-marido - pai de seus filhos.

Uma tentativa de solução tão doentia e imatura quanto essa por parte dela só pode resultar em desequilíbrio emocional por parte dos filhos, que ficam inseguros achando que vão mesmo perder o afeto do pai e passam a disputá-lo com a atual mulher, usando chantagem emocional e todos os outros artifícios que a mãe sabe ensinar tão bem.

Não existe praga pior em um casamento que ex-mulher mal resolvida. É pior que sogra, a sogra pelo menos quer o bem de uma das pessoas que formam o casal, que é o seu filho, já a ex quer mesmo é que os dois sejam infelizes juntos para sempre, melhor ainda se forem infelizes separados.

Eu sinceramente não tenho a menor vocação para psicanalista de mulher imatura e rancorosa e aliás nem diploma de psicanalista eu tenho - graças a Deus. Quanto menos contato eu tiver com a ex-mulher dele, melhor pra mim e pra ela - acreditem. Quanto aos filhos, o mais novo me aceita mas acho que é porque ainda não entende as armações da mãe, a filha me detesta (e eu a ignoro) e o mais velho me trata apenas com educação mas com reserva.

Eu respeito a atitude de cada um, não forço aproximação nenhuma, mesmo porque nunca me interessei por quem não se interessa por mim. Se um dia lá na frente tentarem se aproximar, vou acolher porque são filhos dele, se mantiverem distância para mim não farão falta. Acho que uma relação forçada com um verniz de educação por cima mas cheia de revoltas e alfinetadas por baixo não faz bem pra ninguém. Se for da vontade deles estarei disposta a tentar, mas não vou forçar barra nenhuma.

O que eu não quero é me envolver nas picuinhas antigas deles lá e que com o tempo invadam minha relação com meu marido - que é muito boa. Não quero entrar de forma nenhuma no joguinho de ciuminhos e revoltas resmungadas entre dentes. Estou fora. Se têm lá suas neuroses familiares que fazem questão de remoer pelos séculos, amém, isso é lá um problema deles. E que fique por lá.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Os enteados

Os enteados são um capítulo à parte, quando vêm apenas uma vez por semana visitar podem ser um problema, se moram junto com o casal a coisa pode fugir do controle.

Os enteados são crianças que foram (ou estão sendo) criadas de forma diferente da sua, então toda hora dá aquela coceira na língua de tanta vontade de criticar.

Sei que meu marido tem que ter uma paciência infinita para aturar meus filhos às vezes, ainda mais que um é adolescente e dois são adultos, e eu também tento retribuir não dando muito palpite quando o filho dele está aqui.

Mas a língua coça. De vez em quando sai uma. Outro dia o filho dele estava fazendo a maior cera para almoçar. Eu só comentei:

- Se ele fosse meu filho...

Horas mais tarde, meu marido reclamou que eu só faltei dizer "eu esfregaria o prato na cara dele". Não era bem isso o que eu ia dizer, ia apenas comentar que meus filhos não faziam onda para comer, se fizessem eu guardava o prato e apresentava de novo o mesmo na refeição seguinte. Então eles nunca faziam cera.

Mas acho que esse comentário desagradaria do mesmo jeito. Acho que quando a madrasta abre a boca de antemão todo mundo já fica na defensiva, a própria palavra "má-drasta" não promete nada de bom.

E se a gente quiser ser uma "boa-drasta"? Acho que tem que ficar de boca fechada. Mas será que é justo ter em casa uma criança e não poder dar nem um palpite? O que você acha?

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domingo, 14 de setembro de 2008

Porque o passado atrapalha

Imagino que se uma relação naufragou é porque faltavam muitos elementos essenciais à sua sobrevivência e ela tornou-se mais maléfica que prazerosa. Muitas pessoas debatem-se por anos numa relação assim, até criarem coragem de cair fora.

O "cair fora" já implica seus problemas de adaptação e traumas, é um processo do qual ninguém sai totalmente impune. E quando já se pensa ter superado tudo isso e se começa a pensar em reestruturar a vida ao lado de outra pessoa, lá está a antiga relação nos assombrando de novo.

Em alguns casos o que explica essa "interferência" não é o amor nem o ciúme. Imagino que lá dentro de si o outro também carregue seus rancores e a parte mais difícil quando isso acontece é reconhecer que o outro tem seus direitos e precisa recomeçar. Libertar o outro para outra vida é um processo que pode levar anos para se completar e é freqüente que uma vida inteira não seja tempo suficiente para isso.

Aprender a conviver com o passado de forma a que ele interfira o mínimo possível em nossa vida atual leva tempo e exige muito equilíbrio da relação atual, é um aprendizado que traz suas armadilhas e percalços, aos quais devemos estar atentos o tempo todo se realmente prezamos a relação que temos com a pessoa que agora está ao nosso lado.

(zailda coirano)

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

O fantasma da ex

Achei muito interessante o artigo e o site, então estou postando também o link, caso você queira também visitar e conhecer mais. Vai aí o artigo que me interessou por tratar do assunto principal desse blog:

O fantasma da ex
O fantasma da ex

Publicado no site Bolsa de Mulher

por Marcella Brum

Quem no mundo não carrega uma pedra ou mais no sapato? E a vontade mais latente dentro de nós em relação a isso, com certeza, é de retirar essa bandida e arremessá-la o mais longe possível de preferência para fora do planeta. Com a ex do seu marido ou namorado pode acontecer a mesma coisa: um ávido desejo de vê-la entrando em órbita e de preferência numa galáxia bem distante. Mas, infelizmente, isso não passa de um sonho com poucas chances de realização, porque a quantidade de ex que exerce a função de astronauta é ínfima. Então, a solução mais pé no chão é tomar altas doses de digestivos psicológicos e tentar engolir.

Ter que suportar aquela megera que insiste em não largar o osso, não é uma das tarefas mais fáceis da vida de uma mulher. No entanto, passar pelo martírio de aturar a ex do seu atual é algo tão comum quanto querer se livrar dela. A ex-mulher do meu marido é daquelas que abre o livro da baixaria já no final. Xingamentos no telefone, desligar na cara e falar mal de mim pra todo mundo é rotina dela. Já fiquei muito chateada e inclusive cheguei a entrar nesse tipo de jogo, mas, hoje, vejo que tenho mais importância na vida dela do que ela na minha, conta a nutricionista Letícia Pousas.

Só que nem sempre se desvencilhar das obsessões de uma mulher deposta é uma questão de opção. Como aconteceu com a professora de inglês Taís Castro de Oliveira, que por mais que tenha ficado na sua, conheceu na prática o ditado se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Ela ligou pra mim e levou um fora, claro! Não satisfeita, a louca veio até minha casa e na hora em que eu abri a porta veio com tudo pra cima de mim, parecia um cachorro feroz. Foi o maior barraco! Os vizinhos, a minha mãe, o meu namorado, todo mundo veio apartar, lembra Taís que, apesar de tudo, conseguiu que a revoltada criatura cantasse pra subir e deixasse o casal em paz. Já estamos com a data do casamento marcada e ela, finalmente com outro. Mas quando nos esbarramos por aí sinto que rola um olhar de ódio por parte dela e confesso que da minha também, diz.

Mas nem todas as ex utilizam uma estratégia ofensiva de guerra. Existe aquele tipo que faz questão de bancar a pacifista pela frente, pra bombardear por trás. A ex-mulher do meu marido é campeã em matéria de falsidade. Um dia, ela senta na nossa mesa numa festinha de família e fica colocando cerveja no meu copo. No outro, a filha dela pede pra eu não encostar nela porque sou suja e diz que foi a mãe quem falou, relata a secretária executiva Adriana Braga. Para a psicóloga Graziela Zlotnik, um bom esquema de defesa seria o de solidificar as fronteiras que cercam a relação. Você tem que procurar construir junto com seu parceiro fronteiras para o relacionamento. Se existem limites bem definidos na relação, pessoas invasivas não terão acesso a vocês e, por conseqüência, não ocuparão um lugar importante na vida do casal, ensina.

E mesmo com a assombração batendo à porta, não se deve jogar a culpa no outro pela insistência da dita cuja em encarnar em vocês. Não se deve brigar com o marido ou o namorado, mas mostrar a ele, com jeito, que ela está fazendo isso ou aquilo de propósito para atrapalhar. Discutir por causa dela pode dar a ele uma impressão equivocada a respeito da situação, que não são exageros dela, e sim ciúmes seus, adverte a psicóloga Olga Inês Tessari, aconselhando ainda que a conscientização de que a ex não é sua é muito importante. O que deve ficar claro é que a ex-mulher é dele, então o problema também. Por isso que tentar resolver os problemas para evitar que ele tenha contato com ela, por insegurança, é errado. O que acontece na maioria das vezes é que ficam as duas se engalfinhando enquanto o marido fica de fora assistindo e se achando o máximo, afirma a psicóloga, acrescentando que uma boa medida para lidar com as turbulências que a ex causa ao relacionamento é a terapia de casal.

Entretanto, algumas mulheres que exercem a qualidade de ex justificam que essa fama toda de bicho-papão pode não passar de pura implicância, nesse caso do ex e de sua atual mulher. Qualquer coisa que se tenha para falar a pessoa já acha que é para atrapalhar, porque já está com prevenção. Eu não tenho o menor interesse no meu ex-marido, no entanto, a mulher dele não pode nem ouvir minha voz, garante a veterinária Andréia Zanon. A psicóloga Graziela Zlotnik afirma que o que deve ser feito pela atual mulher é tentar entender melhor a história da separação do marido. Rever o que fez acabar a relação deles pode ajudar a exorcizar o fantasma dela. E a perceber que aquele fantasma não passa de uma fantasia, diz Graziela. Olga Inês concorda: Tudo depende da forma como terminou, se foi ela quem encerrou a relação ou ele. Mas caso tenha sido ele, a pessoa deve levar em consideração que o marido está porque quer com ela e não com a ex. Portanto, se você sofre com a ex dele, não se desespere: porque caso ela não fosse tudo isso que você abomina, talvez ele ainda estivesse ao lado dela e não ao seu.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Seu filho não é seu marido

Vejo algumas mulheres que depois que se separam transferem o ressentimento que nutrem pelo marido pelos filhos do casal, principalmente se for um filho "homem" e pior ainda se for parecido com o pai.
Muitas vezes essas mulheres quando criticam o filho na verdade estão criticando o que vêem de parecido nele com o ex-marido. Referir-se a seu ex-marido na frente de seu filho como "o seu pai" também não ajuda, melhor referir-se a ele usando seu nome próprio.
Sempre que transferimos o que sentimos por uma pessoa para outra, criamos revolta em nossa "vítima", e para preservar a futura paz familiar é sempre bom fazer um exame de consciência para ver se você não está criticando muito ou se irritando demais com as manias de seu filho que mais se parece com o pai.
Na verdade ele não tem culpa de ser assim, o melhor é tentar separar a figura do pai dele da figura do seu filho e tratá-los como pessoas diferentes que são. É muito duro pagar pelos erros de outras pessoas, mais ainda quando se é criança e não se consegue entender com clareza a situação. Seu filho não vai achar que você está ainda zangada com o pai dele e transferindo isso para a figura dele, vai achar que você não gosta mais dele - e aí você terá um grande problema pela frente.
Melhor se conformar que mesmo depois de ter se livrado do pai do seu filho com suas manias irritantes, infelizmente elas estão perpetuadas no filho de vocês - e não dá pra pedir divórcio do filho, nem ninguém vai querer isso, não é mesmo?

(zailda coirano)